Sabemos que a distância é algo impalpável. Pois bem, a saudade não. Por várias noites podemos jurar que sentimos alguém deitado em nosso colo, olhando para a felicidade, como costumávamos fazer antes. Ausência. Ouvimos o som de uma voz que já se calou. A dor é mais duradoura, porém, menos intensa quando se sonha. Quando tocamos a saudade com as mãos. A distância se tornará menor dessa forma? A distância nunca diminui. O que diminui é o alcance do nosso olhar em direção ao que desejamos. Podemos nos distanciar de alguém, nos distanciar de nós mesmos. Podemos nos distanciar da própria distância, para vê-la mais uma vez, vir ao nosso encontro, rodopiando ao som de Bethoven. Sim, a distância pode se aproximar de todos. Não uma proximidade que a torne menor. Apenas que a deixe mais intensa. E como sabemos por aulas anteriores, a distância leva em seu peito a saudade. Saudade que ela sentiu, e não pode expulsar de dentro de si. É exatamente o que você está concluindo. A distância nada mais é do que uma sofredora, que um dia quis se livrar de algo, que nela fez morada. A distância tenta sem resultado positivo unir-se a uma alma que possa reconfortá-lá, mas é doloroso. Ela, pobre, ao chegar, lentamente suga do ar a juventude. Sim, a distância faz envelhecer. E envelhece conosco para ver-nos morrer, e saber que mais uma esperança se foi. A distância chora por ver corpos se tocarem e fazerem juras de amor. Por assistir um abraço repleto de carinho entre amigos, entre amantes. Isso causa nela certa inveja. A distância já não tem apreço ou um amor. Só saudade. Saudade essa fria, imóvel, calada. Assim, ela viverá mais longos invernos em companhia de si mesma. E se lamentando por ver corações se afastarem por vontade própria, enquanto se pergunta : Será que um dia saberão realmente o que é solidão?
-Gustavo Mani.
Tema ouvir a verdade. Somente os mais tolos acreditam poder encarar todas as situações impassivelmente. Torne-se uma excessão se achar que a ocasião necessita de tal atitude. Tente fazer com que o dia seja bom para alguém mesmo que este, para você, tenha sido de todos o pior. Mantenha-se erguido sempre que puder, mas procure às vezes tombar-se propositalmente. Em certas circunstâncias o chão pode ser mais conveniente do que supomos. Imagine as pessoas mais queridas não estando mais no meio em que vive. É uma boa forma de dar valor ao que realmente merece. Mude de religião quantas vezes considerar prudente. E descubra que o que você procura é muito maior que meros simpósios.
Faça com o que velho ‘de corpo e alma’ torne-se ‘de corpo, para alma’, e use do físico para beneficiar o que vai muito além dos sentidos.
A alma pode assumir as mais diversar faces. E caminhar tempos sem encontrar onde ficar, mesmo já estando abrigada. Pode lutar para manter o controle, quando não é capaz de sustentar nem a si mesma. Pois manter o controle não é tarefa de líderes, e sim de corações que venceram a guerra. Não inabaláveis, apenas cicatrizados.
A alma ainda pode rebaixar-se por piedade. Não porque é fraca demais para suportar pressões. E sim porque sabe que uma derrota sincera pode gerar inúmeras vitórias bem mais proveitosas. E é uma ótima estrategista, preferindo usar do acaso como a melhor forma de ataque. Talvez seja no incerto que encontramos as mais completas soluções.
A fraqueza de espírito consegue além de exaustar o corpo em que vive, abalar a muitos outros. Portanto, seja o melhor empregado do seu coração, e ouça suas ordens como se fossem conselhos. Saiba que a relação entre sentimento e alma pode ser mais incomum e intensa do que podemos supôr. Pois força não é para todos. E afinal, minorias podem nos oferecer muito mais do que nos atrevemos a crer.
E como tudo o que é perfeito se mantém em ciclo, crie o que mais for favorável e busque encaminhá-lo para que extraia o seu melhor em função do equilíbrio da alma. Um equilíbrio que pode manter em lagos brandos até mesmo o mais turbulento adeus.
-Gustavo Mani.
O que eu procuro não está ao alcance dos olhos, é mais do que se pode ver. É em você que se encontra as mais difíceis viagens, onde eu sempre volto sozinho. Pode acreditar, quanto mais pensa estar fazendo algo por mim você faz menos. É difícil voar e sempre cair, com você. O tipo de coisa que a gente sempre teme que ocorra de novo mas se entrega como se fosse a primeira vez. Luzes te levarão pra casa. E eu, aqui, estarei esperando. Algo, qualquer coisa, você. O mundo pode me levar pra onde quiser, mas eu voltarei de olhos fechados pro mesmo lugar. Nada que façam me fará não sentir. Pois sinto você ao respirar… Luzes te levarão pra casa. E eu, aqui, estarei esperando. Algo, qualquer coisa, apenas olhar pra você. Apenas ouvir, ou olhar seu rosto me faz acreditar que tudo tem solução. Apenas te ouvir, e tocar o seu rosto, me farão derrubar lágrimas.
-Gustavo Mani.
Gostar de você poderia ser mais fácil. Não queria ter de ficar sempre no meio dessa batalha entre meu peito, e minha lucidez.
GM.
Só preciso que saiba: momentos ao seu lado nunca são apenas o previsto. Vão além do cronograma, ultrapassam os limites estabelecidos e desafiam todos os picos de sensibilidade e afeto. Estar com você é estar onde não se quer, e não se pode sair, retornar à realidade.
-Gustavo Mani.
Você me tem fácil demais, mas não parece capaz. De cuidar do que possui. Você sorriu e me propôs, que eu te deixasse em paz… Me disse vai, e eu não fui. Não faça assim. Não faça nada por mim… Não vá pensando que eu sou seu. Você me diz o que fazer, mas não procura entender, que eu faço só pra te agradar. Me diz até o que vestir, com quem andar e aonde ir. Mas não me pede pra voltar…